O sol de Oslo
(Pau Brasil)

Disco produzido e idealizado pro Rodolfo Stroeter
Gilberto Gil, Marlui Miranda, Bugge Wesseltoft, Trikot Gurtu, Rodolfo Stroeter, Toninho Ferragutti
 
Ouça duas faixas do disco
 Rep 
 Oslodum
 
  
 
 
Marlui canta o engenho novo e passa o chapéu pro mestre mestiço, orfeu malandro da bahia. Tudo é festejo, até que chega mana dos cabelos de arvoredo. Mas lá no mato macunaíma da floresta tropical surge Jackson 17 macaquinho techno acid jazz. E no cenário do mato seco de sol torrencial mito é mito e Deus é Deus. A menina de ouro prata e lata fundou o primeiro carnaoslo do reino da Noruegua que ficou afro-brasileira na oração kaô cantada nos tambores d'alma. Tambores que saúdam a chegada do cirandeiro negro de flores que é inválido pelo pouco realce mais vida real. Enquanto se procura o xaxado, um cutuca daqui e outros dali e jorra swing na letraritmo da gruta da Mangabeira que Smetak tak tak. O orfeão melancólico da santinha da terrinha deságua no canto de usina e amor ao baiano e na conversa de Mário com a índia Bastiana de Andrade o piano em outro plano invade o tango nordestino. E assim fomos pra Oslo pra sair no Oslodum.
Rodolfo Stroeter