MISERERE NOBIS

    Letra de Capinan
    Música de Gilberto Gil
    1968

    Miserere-re nobis
    Ora, ora pro nobis
    É no sempre será, ô, iaiá
    É no sempre, sempre serão

    Já não somos como na chegada
    Calados e magros, esperando o jantar
    Na borda do prato se limita a janta
    As espinhas do peixe de volta pro mar

    Miserere-re nobis
    Ora, ora pro nobis
    É no sempre será, ô, iaiá
    É no sempre, sempre serão

    Tomara que um dia de um dia seja
    Para todos e sempre a mesma cerveja
    Tomara que um dia de um dia não
    Para todos e sempre metade do pão

    Tomara que um dia de um dia seja
    Que seja de linho a toalha da mesa
    Tomara que um dia de um dia não
    Na mesa da gente tem banana e feijão

    Miserere-re nobis
    Ora, ora pro nobis
    É no sempre será, ô, iaiá
    É no sempre, sempre serão

    Já não somos como na chegada
    O sol já é claro nas águas quietas do mangue
    Derramemos vinho no linho da mesa
    Molhada de vinho e manchada de sangue

    Miserere-re nobis
    Ora, ora pro nobis
    É no sempre será, ô, iaiá
    É no sempre, sempre serão

    Bê, rê, a - Bra
    Zê, i, lê - zil
    Fê, u - fu
    Zê, i, lê - zil
    Cê, a - ca
    Nê, agá, a, o, til - ão

    Ora pro nobis

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