CIBERNÉTICA
Gilberto Gil
1974
Lá na alfândega Celestino era o Humphrey Bogart
Solino sempre estava lá
Escrevendo: "Dai a César o que é de César"
César costumava darMe falou de cibernética
Achando que eu ia me interessar
Que eu já estava interessado
Pelo jeito de falar
Que eu já estivera estado interessado nelaCibernética
Eu não sei quando será
Cibernética
Eu não sei quando seráMas será quando a ciência
Estiver livre do poder
A consciência, livre do saber
E a paciência, morta de esperarAí então tudo todo o tempo
Será dado e dedicado a Deus
E a César dar adeus às armas caberáQue a luta pela acumulação de bens materiais
Já não será preciso continuar
A luta pela acumulação de bens materiais
Já não será preciso continuarOnde lia-se alfândega leia-se pândega
Onde lia-se lei leia-se lá-lá-láCibernética
Eu não sei quando será
Cibernética
Eu não sei quando será
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